Uma pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (27) mostra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) à frente na disputa pelo governo da Bahia, com 39% das intenções de voto no primeiro turno. O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição, aparece com 37%, segundo o levantamento encomendado pelo Grupo Globo e publicado por O Globo e pelo g1.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%. Os números vêm de 900 entrevistas presenciais feitas entre os dias 23 e 26 de agosto, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BA-06206/2026. Nesse tipo de levantamento, quando a diferença entre os dois primeiros colocados fica dentro da margem de erro, o resultado é classificado como empate técnico, porque a ordem entre eles pode se inverter numa nova rodada de entrevistas. O g1 publicou os mesmos percentuais no mesmo dia, o que confirma os números em dois veículos do grupo que contratou o levantamento.
Os outros nomes na disputa
Atrás da dupla que lidera a corrida, a Quaest registra Aroldo Felix (UP), Maria Bona (PCO), Ariel Capistrano (DC) e Ronaldo Mansur (PSOL) empatados, cada um com 1% das intenções de voto. As siglas correspondem a Unidade Popular, Partido da Causa Operária, Democracia Cristã e Partido Socialismo e Liberdade, legendas menores na disputa estadual. Brancos e nulos somam 8% das respostas e os indecisos chegam a 12%, uma fatia que junta 20% do eleitorado baiano.
A tendência desde a rodada anterior
De acordo com o InfoMoney, a rodada anterior da mesma série já mostrava ACM Neto com 39%, enquanto Jerônimo Rodrigues marcava 38%. O candidato do União Brasil manteve o patamar entre as duas pesquisas, e o governador perdeu um ponto percentual, mas as duas candidaturas seguem dentro da margem de erro nas duas medições. A estabilidade nos números de ACM Neto contrasta com a leve queda do governador, que governa a Bahia pelo PT e busca validar nas urnas o mandato que hoje ocupa.
A disputa ocorre na mesma semana em que institutos avaliam a corrida presidencial pelo país, com o Nordeste concentrando parte importante da base eleitoral do presidente Lula, do mesmo partido do governador baiano. O resultado na Bahia deve repercutir no equilíbrio de forças regionais às vésperas do primeiro turno de outubro, num dos Estados mais populosos do país.
O que pode decidir a eleição até outubro
A soma de indecisos, brancos e nulos, de 20% do eleitorado, é dez vezes maior do que a distância de 2 pontos percentuais que separa ACM Neto de Jerônimo Rodrigues no primeiro turno. Esse contingente deve ser disputado nos palanques e no horário eleitoral ao longo de setembro, e pode definir se a disputa avança para o segundo turno em outubro.
Para os dois campos, a corrida por esses eleitores passa por fechar alianças municipais e por atrair o apoio dos candidatos que somaram 1% cada. Pesquisas eleitorais precisam de registro obrigatório no TSE, o que permite auditoria posterior da metodologia e da lista de entrevistados, num Estado em que o resultado final só deve se confirmar depois de outubro.



