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TRE-MG barra por 6 a 0 o registro de Eduardo Cunha a deputado federal

Na quinta (3), o tribunal mineiro indeferiu o registro do Republicanos. A corte aplicou a Ficha Limpa e manteve a inelegibilidade até 1º de fevereiro de 2027. Cunha diz que vai recorrer ao TSE.

Eduardo Cunha
Eduardo Cunha teve o registro a deputado federal indeferido por 6 a 0 no TRE-MG. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais indeferiu por unanimidade, na quinta (3), o registro de candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal. O placar foi 6 a 0. A corte acompanhou o relator, desembargador Sálvio Chaves, e considerou que o ex-presidente da Câmara segue inelegível até 1º de fevereiro de 2027.

As impugnações vieram do Ministério Público Eleitoral e da candidata a deputada estadual Roberta Lopes Alves (PL). O MPE citou a cassação do mandato em 2016 por quebra de decoro, a condenação por improbidade no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e investigações sobre destinação de emendas.

Ficha Limpa e o prazo até 2027

Segundo o Poder360, o TRE-MG aplicou as regras anteriores da Lei da Ficha Limpa. Cunha foi cassado pela Câmara em 2016. O prazo de 8 anos de inelegibilidade foi contado a partir do fim do mandato, em 1º de fevereiro de 2019, e não da data da cassação. Com isso, a restrição cobre as eleições de 2026.

A corte mineira não acolheu a interpretação ligada à Lei Complementar 219/2025, que alterou o cálculo de inelegibilidade. A constitucionalidade dessas mudanças segue no STF, com retomada marcada para 11 de setembro.

Recurso ao TSE e campanha sob judice

Cunha classificou a decisão como política e disse que o TRE teria usurpado competência do STF ao tratar de lei complementar federal. À CNN Brasil, afirmou que vai recorrer e que o TSE deve rever o caso. Enquanto o recurso tramitar, a legislação eleitoral permite campanha e horário gratuito.

Em julho, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de cerca de R$ 6,1 milhões em bens de Cunha em apuração sobre remanejamento de emendas. A defesa nega irregularidade e diz que o ex-deputado não apresentou nem formalizou as emendas citadas.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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