domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

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Trump fecha acordo que dá aos EUA controle de 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que dá ao país controle majoritário sobre 21% das reservas de petróleo da Venezuela, o equivalente a 65 bilhões de barris, com promessa de quase US$ 100 bilhões em investimento privado.

Donald Trump durante anúncio sobre acordo de petróleo com a Venezuela
Trump anunciou nesta sexta-feira (28) o acordo que dá aos EUA controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano. Foto: Gage Skidmore from Surprise, AZ, United States of America / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que garante ao país o controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo da Venezuela, volume equivalente a cerca de 21% de todas as reservas do país sul-americano, segundo reportagem do g1. Trump divulgou o anúncio em publicação no Truth Social, rede social de sua propriedade.

Trump chamou o negócio de "o maior acordo da história mundial", segundo a CNN Brasil. Ele disse que o volume de reservas obtido pelos Estados Unidos basta para mais que dobrar as reservas de petróleo do próprio país.

Segundo Trump, a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em parceria com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem ele chamou de "altamente respeitada". O presidente não detalhou o formato jurídico da operação nem o prazo de vigência do acordo.

Uma Venezuela sem Maduro

O acordo ocorre em um cenário incomum para a diplomacia recente. Forças americanas capturaram e retiraram Nicolás Maduro do poder em janeiro deste ano, de acordo com a InfoMoney e a Metrópoles. Desde então, Washington mantém influência direta sobre o país, hoje sob a presidência interina de Delcy Rodríguez.

A Venezuela integra a Opep e produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo por dia, segundo a InfoMoney. O país tem uma das maiores reservas provadas do mundo, mas a produção caiu nos últimos anos por causa de sanções americanas e da saída de petroleiras estrangeiras.

US$ 100 bilhões prometidos à reconstrução

Rubio disse que o acordo abre caminho para recursos privados entrarem na economia venezuelana.

Rubio chamou o pacote de "vitória" tanto para os Estados Unidos quanto para a Venezuela, segundo a InfoMoney e a Metrópoles. Nenhuma das duas reportagens cita empresas contratadas para operar os campos de petróleo nem registra reação de outros países produtores.

A pressão da gasolina antes da eleição de novembro

Trump enfrenta desgaste político nos Estados Unidos por causa do preço da gasolina, às vésperas das eleições legislativas de novembro, de acordo com a Metrópoles. O governo americano apresenta o acordo com a Venezuela como forma de reduzir esse custo para o consumidor americano, ao garantir acesso de longo prazo aos campos petrolíferos venezuelanos e reforçar a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos.

A Casa Branca diz que a operação não terá custo para o contribuinte americano, já que o investimento virá do setor privado, segundo a Metrópoles. Para a Venezuela, o acordo formaliza uma relação em que o controle sobre o principal recurso natural do país passa a ficar concentrado nas mãos do governo americano e de seus parceiros privados.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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