terça-feira, 15 de setembro de 2026 · Edição diária

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Oposição dribla Alcolumbre e marca sessão da CDH contra Moraes no horário do STF

Senadores usam brecha no regimento e convocam a CDH no mesmo horário da sessão do Supremo.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal
Alcolumbre mantinha o Senado fechado no recesso; a oposição respondeu com a CDH no horário do STF. Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (Attribution)

A oposição no Senado driblou a decisão do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) de não reabrir a Casa no recesso branco e convocou uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) para o mesmo horário da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15).

Segundo a coluna Painel da Folha, a manobra usa brecha no regimento. Enquanto o plenário do STF analisa, a partir das 10h, se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por causa do elo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, senadores se revezam no microfone da CDH para atacar a Corte e pedir o impeachment de Moraes. A TV Senado transmite a ofensiva ao vivo.

Recesso furado e lista de nomes

Alcolumbre havia mantido o Senado fechado em meio ao recesso. A oposição respondeu com a CDH, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Na lista de convidados para falar estão Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Marinho (PL-RN) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A sessão do STF, convocada por Edson Fachin, decide se o relatório da Polícia Federal com mensagens entre Vorcaro e Moraes dá base para apuração. Em Brasília, a Praça dos Três Poderes fica fechada ao público e o perímetro do Supremo ganha reforço policial, drones e restrição de celulares no plenário, segundo o G1.

Pressão paralela

O palanque na CDH não altera o rito do julgamento. Serve para amplificar a cobrança política no mesmo minuto em que os ministros votam. Alcolumbre, alvo da manobra por segurar a reabertura da Casa, permanece fora do microfone da comissão. A oposição trata a coincidência de horários como peça central da ofensiva.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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