A Alibaba Cloud, unidade de computação em nuvem do grupo chinês Alibaba, anunciou nesta quinta-feira (27) a abertura de dois data centers no Brasil, a primeira região própria da empresa na América do Sul, segundo o portal ConvergênciaDigital. A chegada amplia a disputa por infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no país, hoje dominada por fornecedores americanos.
O desembarque no Brasil acompanha uma expansão internacional que levou a empresa ao México em fevereiro de 2025, e também a França, Japão, Coreia do Sul e Malásia. Com as duas novas unidades, a Alibaba Cloud passa a operar 106 zonas de disponibilidade em 31 regiões ao redor do mundo, de acordo com dados da própria companhia reproduzidos pelo ConvergênciaDigital e pelo Olhar Digital.
Os US$ 53 bilhões por trás da expansão
A entrada no Brasil faz parte de um compromisso global do grupo Alibaba de investir US$ 53 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial, segundo o ConvergênciaDigital. A empresa não informou qual fatia desse valor será aplicada no país nem em que estados os dois data centers foram instalados.
As novas unidades vão oferecer aos clientes brasileiros serviços de computação, armazenamento, redes, segurança, bancos de dados e big data. Estarão disponíveis também ferramentas de inteligência artificial agêntica batizadas de ACS Agent Sandbox, DAS Agent, Meta Agent, DataWorks Data Agent, STAROps e Agent Security Center, entre outras listadas pelo Olhar Digital. Completam o pacote o Agentic SOC e o AI Security Guardrails 2.0, voltados ao monitoramento e à segurança do uso corporativo desses agentes de IA.
Quem vai vender a nuvem chinesa no país
Para viabilizar a operação local, a Alibaba Cloud fechou parceria com a Insi, que vai apoiar a transformação tecnológica de médias e grandes empresas interessadas em migrar para a nuvem chinesa. Já a 4Linux ficará responsável por levar aos clientes brasileiros soluções de inteligência artificial generativa baseadas nos modelos abertos Qwen, também desenvolvidos pelo Alibaba, segundo o ConvergênciaDigital.
A declaração é de Allen Guo, gerente geral da região da América Latina e vice-presidente de negócios internacionais da Alibaba Cloud Intelligence, reproduzida pelo Olhar Digital e pelo ConvergênciaDigital.
Quem deve usar a nuvem da Alibaba no Brasil
Segundo o Olhar Digital, a Alibaba Cloud costuma priorizar clientes corporativos como empresas de tecnologia financeira e grandes varejistas, padrão que deve se repetir na operação brasileira. A companhia chega a um mercado já ocupado há anos por rivais americanas como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud.
Para empresas que hoje dependem quase só de provedores dos Estados Unidos, a oferta de uma nuvem chinesa negociada localmente pela Insi e pela 4Linux pode representar mais opções de contrato e de preço, sobretudo em projetos que exigem manter os dados processados dentro do território brasileiro. O ritmo em que a Alibaba Cloud vai converter as parcerias em clientes efetivos, porém, depende de decisões comerciais que a empresa ainda não detalhou.




