O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza disse à Polícia Federal que sabia das suspeitas de fraude no Banco Master desde dezembro de 2024. O Poder360 publicou neste domingo (13), às 13h32. Quase um ano antes de o caso ir ao Ministério Público Federal.
Paulo Sérgio foi chefe-adjunto do Desup, o Departamento de Supervisão Bancária, área do BC que fiscaliza bancos como o Master. Depôs em 10 de abril, depois de ser alvo de busca e apreensão na 2ª fase da operação Compliance Zero.
Ele afirmou que só formalizou as suspeitas depois de ser provocado por Ailton de Aquino, então chefe de fiscalização do BC, em outubro de 2024. Mesmo com o conhecimento desde dezembro daquele ano, a comunicação formal ao MPF saiu em 17 de novembro de 2025.
Repasses na mira
Paulo Sérgio e Belline Santana, que também ocupou a chefia do Desup, são investigados sob suspeita de terem recebido valores do Master. A PF aponta R$ 4,5 milhões para Paulo Sérgio e R$ 13,5 milhões para Belline.
Mensagens obtidas pelos investigadores mostram Daniel Vorcaro, dono do Master, orientando o cunhado a ter cuidado ao tratar com Paulo Sérgio.



