domingo, 13 de setembro de 2026 · Edição diária

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Ex-diretor do BC sabia da fraude no Master desde dezembro de 2024

Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-chefe do Desup, disse à PF que conhecia as suspeitas quase um ano antes de o caso ir ao MPF. A comunicação formal saiu só em 17 de novembro de 2025. A PF aponta R$ 4,5 milhões dele.

Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, de terno, fala ao microfone na Câmara dos Deputados
Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC. Disse à PF que sabia das suspeitas de fraude no Master desde dezembro de 2024. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza disse à Polícia Federal que sabia das suspeitas de fraude no Banco Master desde dezembro de 2024. O Poder360 publicou neste domingo (13), às 13h32. Quase um ano antes de o caso ir ao Ministério Público Federal.

Paulo Sérgio foi chefe-adjunto do Desup, o Departamento de Supervisão Bancária, área do BC que fiscaliza bancos como o Master. Depôs em 10 de abril, depois de ser alvo de busca e apreensão na 2ª fase da operação Compliance Zero.

Ele afirmou que só formalizou as suspeitas depois de ser provocado por Ailton de Aquino, então chefe de fiscalização do BC, em outubro de 2024. Mesmo com o conhecimento desde dezembro daquele ano, a comunicação formal ao MPF saiu em 17 de novembro de 2025.

Repasses na mira

Paulo Sérgio e Belline Santana, que também ocupou a chefia do Desup, são investigados sob suspeita de terem recebido valores do Master. A PF aponta R$ 4,5 milhões para Paulo Sérgio e R$ 13,5 milhões para Belline.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram Daniel Vorcaro, dono do Master, orientando o cunhado a ter cuidado ao tratar com Paulo Sérgio.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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