O Ibovespa operava em queda de 0,67%, aos 168.061 pontos, às 14h49 desta sexta-feira (30), e acumulava perda de 17,5% na semana até o fechamento de quinta, segundo o acompanhamento ao vivo do InfoMoney. A pressão vem da reeleição de Lula, que derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno, e da espera por sinais sobre a política fiscal do próximo mandato.
Os números desta reportagem são parciais, tirados do pregão em andamento, e podem mudar até o fechamento.
O tamanho da queda desde a eleição
De acordo com a Reuters, citada pelo InfoMoney, o Ibovespa somava perda de 18,5% desde a votação de domingo, até as 12h58. Nesse horário o índice marcou a mínima do dia, 167.007 pontos (queda de 1,29%). Na quinta (29), o fechamento foi de 169.186 pontos, com recuo de 1,06%.
Em outubro, a queda chegava a 9,21% no fechamento de quinta. Mesmo assim, o índice ainda acumulava alta de 5% em 2026. Os estrangeiros também recuaram: a Reuters contabilizou saída líquida de quase R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões da semana.
Dólar e juros longos refletem a dúvida fiscal
O dólar subiu 1,17% às 15h17 e chegou a R$ 5,451, nova máxima do dia, depois de fechar a quinta a R$ 5,387. Nos juros futuros, a abertura mostrou alta em toda a curva. O contrato com vencimento em janeiro de 2029 pagava 14,870% (mais 0,125 ponto percentual) e o de 2031, 15,230% (mais 0,180 ponto).
A Genial Investimentos avaliou que o Brasil "virou um trade fiscal": dólar, juros e bolsa passam a andar juntos a cada notícia sobre as contas do governo. A casa recomenda posição mínima e defensiva em ações. O mercado acompanha sinais sobre a meta fiscal, o Orçamento de 2027, a inflação e o Copom, que se reúne em 3 e 4 de novembro.
O quadro externo não ajudou. Em Wall Street, o Nasdaq chegou a cair 3,05% às 14h19, depois dos balanços de Amazon e Intel, que reacenderam dúvidas sobre o retorno dos gastos com IA. O petróleo também subiu: o Brent para dezembro foi a US$ 117,64, alta de 2,40%, com tensão envolvendo o Irã.
Vale e Petrobras seguraram parte da perda
A Vale subiu 2,91%, a R$ 61,80, às 15h47, mesmo depois de divulgar lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre, queda de 53% na comparação anual, de acordo com a Reuters. A Petrobras avançou entre 0,96% e 1,65% nas ações preferenciais ao longo do dia. A estatal confirmou que discute preços de combustíveis, mas descartou decisão.
Para quem investe, o dado que decide os próximos pregões é a sinalização fiscal do governo antes do Copom. Enquanto ela não vem, dólar e juros longos seguem sensíveis a cada notícia sobre gastos, e o custo do crédito para empresas e famílias acompanha essa curva.



