domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Lula promete mais matemática e IA na educação e diz que governo estrangeiro não vai intervir no país

Presidente afirmou em Belo Horizonte que vai investir em inteligência artificial e matemática para que Brasil exporte conhecimento. Lula disse que nenhum governo estrangeiro vai meter o bedelho no país enquanto for presidente.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Lula durante evento Mulheres com Lula em Belo Horizonte no dia 29 de agosto Foto: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que nenhum governo estrangeiro vai intervir no Brasil enquanto ele for presidente e prometeu investir mais em educação, com foco em matemática, inteligência artificial e engenharia digital. A declaração foi feita durante o evento Mulheres com Lula, realizado em Belo Horizonte no dia 29 de agosto, segundo o Valor Econômico.

"Enquanto eu for presidente, nenhum governo estrangeiro vai meter o bedelho neste país", disse Lula em discurso. O presidente afirmou que, se for reeleito, o compromisso é melhorar a educação para promover o desenvolvimento econômico do país. Segundo ele, o Brasil precisa formar profissionais tão qualificados quanto chineses e americanos.

Exportar conhecimento em vez de commodities

Lula disse que o país não deve nada para ninguém e que falta dar educação de qualidade aos filhos dos brasileiros para que o país funcione de forma competitiva. "A gente não quer só exportar soja, minério de ferro, milho, a gente quer exportar conhecimento e inteligência que o nosso povo tem demais", afirmou o presidente.

O candidato à reeleição prometeu investir no aumento da oferta de escolas em tempo integral para do 1º ao 9º ano e o ensino médio. Lula disse que, ao terminar o mandato, o Brasil será considerado um país desenvolvido. "Não vai dever nada à China, nada a ninguém", acrescentou.

Pacto contra feminicídio e medidas protetivas

Durante o evento, Lula prometeu lutar contra o feminicídio e garantir que mulheres tenham uma vida livre de violência e saudável. O presidente citou o pacto nacional contra o feminicídio de 2026, quando pela primeira vez na história do Brasil os três poderes agem de forma conjunta para enfrentar a violência contra a mulher.

Segundo Lula, antes do pacto, a mulher demorava 16 dias para ser atendida quando pedia medida protetiva para se proteger de violência doméstica. Hoje, a resposta leva no máximo três dias. O governo criou 13 Casas da Mulher Brasileira para acolhimento de mulheres vítimas de violência e há mais 31 em fase de implementação ou obra. O presidente informou que 14 centros de referência da mulher brasileira foram entregues e há outros 17 em obras.

Lula disse que a participação de mulheres em cargos de gestão no governo chega a 38%, contra 29% na gestão anterior. "Nós precisamos chegar a 50% ou mais", disse. O presidente também citou a compra pelo governo de 1,8 milhão de unidades de contraceptivo de longa duração para entrega pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a inauguração de três hospitais da mulher no Piauí, em Pernambuco e na Paraíba.

Implementação das políticas educacionais

A implementação das promessas de investimento em inteligência artificial, matemática e engenharia digital na educação dependerá de orçamento e articulação com estados e municípios, responsáveis pela maior parte da educação básica no país. O aumento da oferta de escolas em tempo integral exige recursos e infraestrutura, com execução compartilhada entre os entes federativos.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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