domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

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Paulo Paim ouve de Alcolumbre: PEC 6x1 só após as eleições no Senado

Nesta quinta (3), o presidente do Senado respondeu a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS) e afirmou que a PEC do fim da escala 6x1 será votada no plenário depois do pleito. Na véspera, a CCJ aprovou o texto, mas a base evitou o plenário por falta de quórum.

Senador Paulo Paim
Paulo Paim cobrou a votação da PEC 6x1; Alcolumbre respondeu que o plenário só apreciará o texto após as eleições. Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (3) que a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz o teto de 44 para 40 horas semanais será votada no plenário somente após as eleições. A declaração veio em resposta a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS), que encerra o mandato e não disputa a reeleição.

Paim, autor histórico de propostas sobre escala e horas de trabalho e constituinte de 1988, pediu que a Casa não adiasse a votação. Ele lembrou a redução de 48 para 44 horas na Constituinte e disse querer voltar à porta de fábrica com a marca das 40 horas semanais. Alcolumbre, na mesa, prometeu: Paim estará no plenário votando o fim da 6x1 depois do pleito.

CCJ aprovou, plenário travou

Na quarta (2), a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a PEC 221/2019 em votação simbólica, com relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM). A base, porém, recuou do plenário. Sem garantia dos 49 votos em dois turnos e sob obstrução da oposição, o governo preferiu não arriscar. Segundo Agência Brasil e O Globo, o novo esforço concentrado fica para a segunda semana de outubro, após o primeiro turno de 4 de outubro.

Governo evita atrito com Alcolumbre

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), evitaram criticar o adiamento. Interlocutores de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sustentam que a reunião com Lula previa a CCJ, não o plenário nesta semana. Parte da cúpula avalia que aprovar a PEC entre turnos pode render mais dividendos eleitorais ao petista.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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