domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

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Tebet e Marina Silva, ex-ministras de Lula, empatam com Derrite na corrida ao Senado por SP

Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas mostra Tebet com 31,1%, Marina Silva com 30,1% e o aliado de Tarcísio, Guilherme Derrite, com 28,2%, dentro da margem de erro, na disputa pelas duas vagas do Senado por São Paulo em outubro.

Urna eletrônica e bandeira do Brasil em contexto de eleição
São Paulo elege dois senadores em 4 de outubro, e pesquisas de agosto mostram cinco candidatos concentrando a disputa. Foto: Pexels / Mikhail Nilov

São Paulo tem 16 candidatos registrados para as duas vagas do Senado nas eleições de outubro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mas pesquisas divulgadas nas últimas duas semanas mostram a disputa concentrada em cinco nomes, com empate técnico no topo entre as ex-ministras de Lula Simone Tebet e Marina Silva e o deputado Guilherme Derrite, aliado do governador Tarcísio de Freitas.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, feito entre 16 e 18 de agosto com 1.680 eleitores em 80 municípios paulistas, aponta Tebet com 31,1% das intenções de voto, Marina Silva com 30,1% e Derrite com 28,2%. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, o que deixa os três primeiros colocados tecnicamente empatados. Ricardo Salles, do Novo, aparece com 19,7% e André do Prado, do PL, com 16,8%.

Duas cadeiras do governo trocadas por uma vaga no Senado

Tebet comandava o Ministério do Planejamento e Orçamento e estava no MDB havia quase 30 anos quando deixou o partido para se filiar ao PSB, em 27 de março, com o objetivo declarado de disputar o Senado por São Paulo. Marina Silva saiu do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em 1º de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, e permaneceu na Rede, hoje em federação com o PSOL.

A saída das duas ministras reduziu a equipe de Lula na reta final do mandato e mostra o peso que o Palácio do Planalto atribui à eleição paulista. São Paulo concentra 34.104.226 eleitores aptos a votar, mais de um quinto do eleitorado nacional, e vai eleger duas das 54 cadeiras do Senado renovadas neste ciclo.

Do outro lado, o time ligado a Tarcísio e a Bolsonaro

Derrite comandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, quando retornou ao mandato de deputado federal para se dedicar à campanha ao Senado dentro da chapa de Tarcísio de Freitas. Ricardo Salles, hoje no Novo, chefiou o Ministério do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro, pasta que Marina Silva ocupou em dois períodos distintos, o que projeta na disputa paulista um confronto direto entre linhas opostas de política ambiental.

Uma segunda pesquisa, do instituto Ideia em parceria com a Associação Comercial de São Paulo, ouviu 1.800 eleitores entre 5 e 8 de agosto e chegou a números diferentes: Tebet com 27%, Marina Silva com 23%, Derrite e André do Prado empatados em 19% e Salles com 16%. O levantamento registrou 42% de eleitores ainda indecisos, sinal de que a disputa pode mudar até outubro.

O que está em jogo para a agenda econômica do Congresso

As duas vagas paulistas vão pesar na composição do Senado que vai analisar a pauta econômica do próximo governo, da regulamentação tributária às discussões sobre o arcabouço fiscal que Tebet ajudou a desenhar como ministra. O Senado não tem segundo turno: os dois candidatos mais votados em 4 de outubro assumem as cadeiras, sem chance de acordo posterior entre os concorrentes.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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