O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou nesta quinta-feira (3) uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O motivo, segundo o documento e o próprio Viana, é a falta de encaminhamento dos pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Na quarta (2), Viana havia dado prazo até as 12h de quinta para Alcolumbre dar seguimento institucional aos pedidos. Sem medida nesse intervalo, o senador mineiro protocolou a denúncia. Em publicação nas redes, afirmou que a representação "abre caminho para a apuração de sua conduta e, na etapa prevista pelo Código de Ética, para o exame de seu afastamento provisório da Presidência".
O que a representação pede
Conforme Poder360 e Metrópoles, Viana liga a omissão de Alcolumbre ao volume de pedidos de impeachment parados na Presidência do Senado, com dezenas voltados a Moraes. No texto, a conduta é tratada como irregularidade grave e pede que o colegiado examine o afastamento provisório de Alcolumbre da Presidência. O Poder360 questionou Alcolumbre e não obteve resposta até a publicação; no plenário, o presidente do Senado comentou a representação e disse que "tudo tem tempo e tudo tem hora".
Conselho parado e o gatilho Master
A Metrópoles registra que o Conselho de Ética está inativo desde 2024, sem instalação da composição atual pela Presidência, o que limita o andamento imediato de representações. O protocolo de Viana veio depois de o ministro André Mendonça derrubar o sigilo de relatório da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Sem despacho da Presidência do Senado, os pedidos de impeachment não avançam para a Advocacia da Casa nem para deliberação dos senadores.



