O banqueiro André Esteves, presidente do conselho e sócio sênior do BTG Pactual, jantou com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, na noite de 19 de agosto em Brasília. Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o encontro reservado ocorreu na residência do presidenciável no Lago Sul, cerca de uma semana antes do jantar coletivo de Flávio com banqueiros e empresários em São Paulo.
Fontes da campanha do senador disseram ao Metrópoles que a conversa girou em torno das pesquisas eleitorais e do cenário econômico. O jantar com Esteves antecedeu o encontro mais amplo de Flávio com o mercado na capital paulista, na quinta-feira (27).
Convite de Lula para segunda-feira
Em reportagem publicada em 29 de agosto, a Folha de S.Paulo informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou grandes empresários e banqueiros para um jantar na segunda-feira (31) no Palácio da Alvorada. Entre os nomes citados estão André Esteves (BTG), Roberto Setubal (Itaú), Luiz Trabuco (Bradesco), Joesley Batista (JBS) e José Seripieri Filho (Amil).
Auxiliares de Lula afirmaram à Folha que o jantar será oferecido a um grupo restrito, com outros grandes nomes do PIB. A equipe de campanha busca deixar a relação com o empresariado mais fluida e evitar que a percepção do eleitorado sobre a economia piore.
A Folha registra que o movimento é paralelo a reuniões de dirigentes de empresas com Flávio Bolsonaro. Os convites para o jantar com Lula teriam sido feitos antes de as reuniões do senador com o mercado se tornarem públicas.
Edinho organiza e Esteves é interlocutor
O organizador do jantar da segunda-feira, segundo a Folha, é Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula. Aliados do presidente descrevem Esteves como interlocutor do petista no mercado financeiro. Joesley Batista teria intermediado um encontro com Donald Trump; Seripieri é descrito como amigo de Lula.
Integrantes do entorno do presidente avaliam que Lula deve usar o encontro para ouvir o que circula no meio empresarial sobre a economia e a eleição, e para tentar melhorar a credibilidade junto a pesos pesados do PIB. A Folha também menciona a possibilidade de uma segunda reunião, com mais empresários, em São Paulo nas próximas semanas.



