O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e marca o quinto corte consecutivo sob a presidência de Gabriel Galípolo.
No comunicado, o colegiado disse que a medida "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta". O texto cita desaceleração da inflação cheia e das médias subjacentes, ainda acima da meta de 3%, porém abaixo do teto de tolerância de 4,5%.
No cenário doméstico, o Copom descreveu moderação gradual da atividade, sobretudo em setores cíclicos, com mercado de trabalho ainda aquecido. O Boletim Focus da segunda (14) mostrou a mediana de inflação para 2026 caindo de 5% para 4,9%. A próxima reunião fica depois do segundo turno das eleições.
Mesmo após o corte, o Brasil segue com o maior juro real do mundo, em 8,45%, segundo levantamento do MoneYou compilado pelo g1. Rússia aparece em segundo (6,79%) e Colômbia em terceiro (6,33%). O juro nominal brasileiro ficou na quarta posição do ranking.
A Agência Brasil lembrou o ambiente externo incerto — Oriente Médio e política monetária em economias avançadas — e o El Niño como risco para alimentos. O Copom também segue de olho na situação fiscal. Dois assentos na diretoria do BC seguem vagos desde o fim de 2025, sem indicação encaminhada ao Congresso.



