quarta-feira, 16 de setembro de 2026 · Edição diária

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Copom corta Selic de 14% para 13,75% sob Galípolo; 5º corte seguido

Nesta quarta (16), o BC reduziu a taxa básica em 0,25 ponto na quinta queda seguida; o comunicado cita desaceleração da inflação e deixa a próxima reunião para depois do segundo turno.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil
Gabriel Galípolo comanda o Copom no quinto corte seguido da Selic, agora em 13,75% ao ano. Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e marca o quinto corte consecutivo sob a presidência de Gabriel Galípolo.

No comunicado, o colegiado disse que a medida "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta". O texto cita desaceleração da inflação cheia e das médias subjacentes, ainda acima da meta de 3%, porém abaixo do teto de tolerância de 4,5%.

No cenário doméstico, o Copom descreveu moderação gradual da atividade, sobretudo em setores cíclicos, com mercado de trabalho ainda aquecido. O Boletim Focus da segunda (14) mostrou a mediana de inflação para 2026 caindo de 5% para 4,9%. A próxima reunião fica depois do segundo turno das eleições.

Mesmo após o corte, o Brasil segue com o maior juro real do mundo, em 8,45%, segundo levantamento do MoneYou compilado pelo g1. Rússia aparece em segundo (6,79%) e Colômbia em terceiro (6,33%). O juro nominal brasileiro ficou na quarta posição do ranking.

A Agência Brasil lembrou o ambiente externo incerto — Oriente Médio e política monetária em economias avançadas — e o El Niño como risco para alimentos. O Copom também segue de olho na situação fiscal. Dois assentos na diretoria do BC seguem vagos desde o fim de 2025, sem indicação encaminhada ao Congresso.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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